sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lua perdida


Oh, triste noite, que cai sem sentido 

Faz com que as almas fiquem sem abrigo 
Estrelas pálidas rodeiam a lua perdida 
Nesta noite que encanta seres sem vida. 

Entre as árvores, cogumelos perdidos 
As folhas caem, em sinal de perigo 
Óh, lua perdida, rainha das vontades 
Por quê fazes cair lá fora a tempestade? 

Com a chuva fria, o encanto 
Seres imortais saem de seus túmulos em pranto 
Serão sempre atormentados pelo medo 
O medo, que sempre tira meu sossego. 

Óh, lua perdida, não assuste as estrelas! 
O que será de meu Anjo Triste se não vê-las? 
Deixe-me correr entre as folhas secas, mortas 
Para que o vento tire essa dor que me corta. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A luz de um sol ausente


Oculta a cidade a névoa dos meus sonhos 
Nesta idade de pedra, de bronze, de maldade 
Simplesmente, aguardo a fuga das ilusões 
Aqui me encontro, estendida e esquecida 
Lá no alto, uma estrela murcha. 
Quando tudo falta, até mesmo a ilusão 
Adormeço as horas fugazes da melancolia no sono milagroso do crepúsculo 
Só assim, consigo apagar o até então inesquecível 
Mesmo que por algumas horas 
Benditas horas de ignorância e calmaria 
Porém, depois, amanhece a tempestade 
Quão irônica natureza minha! 
E num longo dia embaçado pelas tórridas chuvas 
Que insistem em invadir o meu mundo fechado 
Tento resistir firmemente à tormenta crucial 
Percorrendo por entre névoas de incerteza 
Numa estrada sem paz 
Sob a luz de um sol ausente.