Oculta a cidade a névoa dos meus sonhos
Nesta idade de pedra, de bronze, de maldade
Simplesmente, aguardo a fuga das ilusões
Aqui me encontro, estendida e esquecida
Lá no alto, uma estrela murcha.
Quando tudo falta, até mesmo a ilusão
Adormeço as horas fugazes da melancolia no sono milagroso do crepúsculo
Só assim, consigo apagar o até então inesquecível
Mesmo que por algumas horas
Benditas horas de ignorância e calmaria
Porém, depois, amanhece a tempestade
Quão irônica natureza minha!
E num longo dia embaçado pelas tórridas chuvas
Que insistem em invadir o meu mundo fechado
Tento resistir firmemente à tormenta crucial
Percorrendo por entre névoas de incerteza
Numa estrada sem paz
Sob a luz de um sol ausente.

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